06 maio 2011

Uma carta de amor (Sweet lies)

Há muito tempo, prometi (e promessa, é divida) uma carta a uma moça. Dias vão, dias vem, ela não recebeu a tão esperada "carta".
Pensei muito no que escrever. Nenhuma das cartas, me agradavam. Se agradariam a ela, não sei... Pensei, pensei e pensei.
- Cavalheiros! Vamos a decisão: A VERDADE, é que nenhuma delas me agradavam. Nenhuma. Nunca, ouçam bem, NUNCA foi tão difícil escrever para uma mulher...
Mas um dia desses qualquer, achei algo mais ou menos assim: "Olha! Eu te desejo tanto, que perdi o recado. Nada temo, TREMO! Sou poeta devasso adorando a tua raça.". E achei incrível como uma frase se encaixou perfeitamente naquilo em que eu gostaria de dizer. Mas não tinha palavras...
Bom, um poema e poucos dias, não fazem uma carta. Não a sua!
Resolvi ir além. Me abstraí. E aconteceu que a passei a ocupar meus dias pensando sobre o que, afinal, é isso que todo mundo enche a boca para chamar de AMOR. Como se fosse algo simplificado, entende? - "Defina em meia dúzia de frases". É fácil querida!
É fácil? Ah! [...] - Não foi nada fácil escrever para você. E ainda assim, eu não consigo entender como uma palavrinha simples (até demais!), formada por duas vogais e duas consoantes, pode absorver um universo de sensações contraditórias, diabólicas, insensatas, incandescentes e intraduzíveis...
O que é o AMOR!?!
Já tentei explicar a mim mesmo. E por mais que tente, jamais conseguirei atingir a essência dessa anarquia que dispensa palavras.
- Anarquia! [...] Viver! Viver! Viver!
Sonhar, amar e ser livre! Porque liberdade é uma palavrinha que o sonho humano adventa, não há ninguém que explique e ninguém - Ouçam bem - Ninguém que não entenda.
Então... Seria o amor, a liberdade?
Amar prescinde de entendimento. Por isso, talvez eu não saiba amar. Porque sou viciado em entender.
E como todo pisciano, sou também viciado em sonhar. E sonho com o amor! E acho, ainda, que estamos todos no momento em que chegou a hora de amar desesperadamente, apaixonadamente, descontroladamente... De te arrancar o vestido, dominá-la e...
Talvez esta carta tenha chegado atrasada mesmo... Como aquele trem que sempre atrasa na estação. Do último horário... Mas que CHEGA.
E então, com sorte, quem sabe eu consigo aceitar que no amor não exite moral da história, enfim.
GABRIEL REBELO RODRIGUES - 2011