21 dezembro 2010

É Tudo 1 REAL!

Vendo pilha, bateria, fita-cassete, biscoito
paçoca, doce-de-abóbora
doce-de-côco, rádio-relógio
despertador do sono
não vendo é sonho
mas pode pedir
se não tenho
sei quem terá!
Vendo pano pra cortina
vendo verso, vendo rima
carta pro rapaz e carta pra menina
eu vendo provas de amores
por minha poesia e fantasia
QUANTO VAI PAGAR?
Com quantos reais se faz uma realidade
preciso muito sonho pra sobreviver numa cidade
grande jogo de cintura
entre estar esperto e ser honesto
há um resto que não é pouca bobagem

Água, limão, chocolate é 1 real!

09 dezembro 2010

O Mistério do Planeta


Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso
Jogando meu corpo no mundo
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas
Passado, presente
Participo sendo o mistério do planeta
O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu
Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro
De um moleque do Brasil
Que peço e dou esmolas
Mas ando e penso sempre com mais de um
Por isso ninguém vê minha sacola

24 novembro 2010

Os Três Xangôs


O espírito, a emoção e a razão.
O espírito é forte. Onipresente, onipotente.
A emoção é à flor da pele.
A emoção são lágrimas que se transformam em rios, regidos pela razão.
A razão é sábia. É sólida. É sustentável.
O espírito vai além. Abstrai-se da mente e do corpo.
O espírito é atento.
A emoção tem seu tempo, sua visão e seu caráter é único. É afetivo.
A razão é estatística.
Ela decide, ela julga.
É o poder.
Mas o que seria o poder sem a emoção?
Seria um poder vazio.
Não teria orgulho, não seria belo.
Porque o poder é belo.
E se ele é belo, é porque a emoção torna-o belo.
É o gosto da vitória.
E o que seriam o poder e a vitória, sem o espiríto?
Não haveria GLÓRIA.
A glória santifica o homem.
A GLÓRIA são os três Xangôs.
Xangô é a razão, a emoção e o espírito.
Um homem que domina seu poder, conquista suas vitórias e compartilha suas emoções,
Obtém a GLÓRIA do Divino.
Abre as portas ao seu Xangô.
Torna-se a HARMONIA.

20 novembro 2010

Nós, Homens!

Somos assim
Simples e diretos
Somos homens

SOMOS O SEXO FORTE



21 outubro 2010

Fazenda

Água de beber
Bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
E a meninada respirava o vento
Até vir a noite e os velhos falavam coisas dessa vida
Eu era criança, hoje é você, e no amanhã,
Nós
Água de beber
Bica no quintal, sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
Tinha sabiá, tinha laranjeira, tinha manga rosa
Tinha o sol da manhã
E na despedida,
tios na varanda, jipe na estrada
E o coração lá

28 setembro 2010

Jazz'n'coffe

A cup of coffe and a blow for your mind.

24 setembro 2010

Angola

Capoeira pra estrangeiro meu irmão
É mato!
Capoeira brasileira meu compadre
É de matar!
Berimbau tá chamando
olha a roda formando
vá se benzendo para entrar
o toque é de Angola
São Bento pequeno, Cavalaria, Iúna
A mandinga do jogo
o molejo da esquiva
é pra não cochilar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar!
Capoeira pra estrangeiro meu irmão
É mato!
Capoeira brasileira meu compadre
É de matar!
Olha o Rabo de Arraia
olha ai a Ponteira
e a Meia-lua pra matar
o Mortal e o Aú
o Macaco e a Rasteira
e o Arrastão pra derrubar
Galopante faceiro
vai se preparando para voar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar!
Capoeira pra estrangeiro meu irmão
É mato!
Capoeira brasileira meu compadre
É de matar!


Maculelê sou EU

Boa noite pra quem é de boa noite
Bom dia pra quem é de bom dia
A bênção meu papai a bênção
Maculelê é o rei da valentia
Tindolelê auê Cauiza
Tindolelê é sangue real
Meu pai é filho eu sou neto de aruanda
Tindolelê auê Cauiza
Cauiza de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
Maculelê de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
E o atabaque de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
E o agogô de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
E o meu Mestre de onde é que veio
Eu vim de angola ê!

10 setembro 2010

Salve Salve!!


É NÓIS MANO! SALVE SALVE O CORINGÃO!

20 junho 2010

Sobre a Morte

O homem, sendo perecível, não se julga perecível. Não sei se me entendem. O homem acredita na morte, mas não na "própria morte" (na minha infância, eu não acreditava nem na morte dos outros). Todavia, há situações vitais que não admitem dúvida, nem sofisma. E o homem "sabe", de repente, sabe que "vai morrer".
Está diante da própria morte. Não de outra qualquer, mas da "sua". Há os que perguntam: "Doutor, quanto tempo tenho de vida?" E o médico: - "Um mês, ou dois, ou três.".

O tempo é o de menos. Sejam três meses, ou um ano, ou sessenta anos. O insuportável é que o homem fica sabendo a data, quase o dia, quase a hora, quase o minuto da sua morte.
Houve um que disse ao médico: "- Eu não tenho três meses de vida."
O médico não entende ou só entendeu quando o viu puxar o revólver. O clínico imagina: - "Vai me matar.". Mas o doente virava a arma contra si mesmo. Já que não era a vítima, o clínico passou a outro problema. Pedia: - "AQUI NÃO! AQUI NÃO!"
Mas o cliente introduziu o cano na boca e puxa o gatilho. Assim devolveu os três meses que lhe dera o médico.

Sobre o HOMEM

Todo grande homem tem de ser, obviamente, obsessivo. Não sei se me entendem. Mas o Grande Homem é a soma de suas idéias fixas. São elas que o potencializam.

12 junho 2010

Aos Engenheiros Agrônomos

"Deve-se fazer um manejo adequado do solo para o perfeito crescimento e vigor da cultura.
Obs: Olhar a quantidade adequada de adubo a ser adicionada, qualquer quantidade a mais leva a planta a um consumo de luxo, onde a quantidade de nutrientes dispostos no solo não irão beneficiar o seu crescimento. Portanto, atenção!"

Pensa que é mole? É mole mas sobe!


(Clique na imagem para ampliar)

15 maio 2010

Perdoa-me por me traíres

Só uma vez em sua vida ela havia ganho no Black Jack.
Era um início de noite. Ela estava sentada sozinha em um cassino de San Juan, jogando duas ou três rodadas para se distrair.
Dava para dizer que o crupiê tinha gostado dela; da maneira mais sutil, ele lhe indicava quando era bom pedir cartas, e quando não era.
Num curto espaço de tempo, ela ganhou um monte de dinheiro. Mas quando seu namorado apareceu, a cara do crupiê desabou - e ela sentiu que o havia traído. Não, é claro, a ponto de devolver o dinheiro.

05 maio 2010

Para todo problema, uma solução.

Às vezes basta ser criativo.
Deixe que uma imagem surpreenda suas expectativas!

10 abril 2010

Sobre o Amor

... Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teu pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repende, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugado os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.

04 abril 2010

O óbvio ululante

Digamos que o profeta é o que enxerga o óbvio. Como se sabe, é o óbvio, como o próprio nome está dizendo. Mas acontece que ninguém o vê. Assim como o Pão de Açúcar está no fundo da enseada, assim o óbvio se insere em qualquer paisagem. Qualquer um pode apalpar, farejar o Pão de Açúcar. Muitas vezes esbarramos, tropeçamos no óbvio. Pedimos desculpas e passamos adiante, sem desconfiar que o óbvio é óbvio. Outras vezes, ele está numa frase, numa manchete. Mas nem a frase nem a manchete percebem que o óbvio explode no alto de uma primeira página.

27 março 2010

Mulher

Uma mulher em sua plenitude não admite o previsível.
Quer domar e ser domada, surpreender e ser surpreendida, despir e ser despida em todas as suas formas.
Quer ser mulher: Objeto de desejo latente, de compasso e descompasso.

Nelson Rodrigues já dizia...


Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura.
Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino.
E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista.
Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.

Um supérfluo essencial

Como se sabe, a nossa graça, ou desgraça, depende do supérfluo.
Não só o feijão e a carne-seca fazem o homem feliz ou infeliz.
Precisamos do sapato, da jóia, da gravata, do penteado, coisas de um supérfluo imprescindível.
Por que as mulheres se vestem?
Porque o vestido é supérfluo e a nudez essencial.

Nelson Rodrigues - O Reacionário

Debilidade sexual

Você já viu um ser humano fazendo sexo? Não? Nem queira. É simplesmente horrivel.
Desajeitado, reprimido, rapidinho demais, egoísta, peludo e feio pacas.
Urram, rosnam, chiam, miam. Às vezes, dependendo do clima, cantam até um tango.
Para desgosto do freguês.

We are the World

O ser humano é um poço de otimismo. Deixa-se levar por qualquer trolha. É páscoa, se fantasia de coelhinho. É natal, veste-se de Papai Noel, e no Ano-Novo parece uma tia velha de tanta esperança. Abraça todo mundo, solta rojões, estoura champanhe... Por pouco não explode de tanta babaquice.
Acredita no Papa, no Ronald Reagan, no Dias Gomes... O que pintar, a besta engole.
Até "Nova República".
ÉÉÉÉCA!

Gostosinhas mas ordinárias

Aqui na civilização, estilista tem status de grande artista. Os picaretas à parte, mas alguns deles merecem realmente o título. O transgressor Jean Paul Gaultier, por exemplo, transforma a mulher numa diva irreverente de final de século. Azzedine Alaia, enrolando o corpo feminino em seda pura, deixa o resto a cargo da criatividade das formas femininas.
Os dois trabalham com tesão. Cada um do seu jeito. Roupas coladas no corpo, minissaias futuristas, muito couro e tecidos leves sobre os seios nus. Enfim, tudo aquilo que abala meu pobre coração fetichista.
Mas isso são as roupas. E as modelos? O que fazer com as topmodels?
Verdadeiras musas deslizando pelas passarelas da futilidade. Bocas carmim, pernas longas cobertas por meias de seda, corpos esquios e, na maioria das vezes, uma cabecinha desse tamanho aqui.
São incapazes de articular mais que quatro palavras e, quando conseguem, só sai bobagens.
É um belo oco.

25 março 2010

O Encontro de Isaac Asimov com Santos Dumont

Nada como o firmamento
Para trazer ao pensamento
A certeza de que estou sólido
Em toda área que ocupoE a imensidão aérea
É ter o espaço do firmamento no pensamento
E acreditar em voar algum dia.

Cogito*

Eu sou como eu sou
Pronome
Pessoal intransferível
Do homem que iniciei
Na medida do impossível

Eu sou como eu sou
Agora
Sem grandes segredos dantes
Sem novos segredos dantes
Nesta hora

Eu sou como eu sou
Presente
Desferrolhado indecente
Feito um pedaço de mim

Eu sou como eu sou
Vidente
E vivo tranquilamente
Todas as horas do fim

*Torquato Neto

16 março 2010

Aguardem...

Senhores passageiros, queiram se acomodar em suas cadeiras, poltronas, camas, sofás etc, em breve nosso voo (agora de acordo com a nova gramática) será autorizado pela companhia. Desculpem a demora e tenham paciência porque novas postagens (novíssimas) virão para surpreende-los. Espero a colaboração de todos.

Aguardem...