27 março 2010

Gostosinhas mas ordinárias

Aqui na civilização, estilista tem status de grande artista. Os picaretas à parte, mas alguns deles merecem realmente o título. O transgressor Jean Paul Gaultier, por exemplo, transforma a mulher numa diva irreverente de final de século. Azzedine Alaia, enrolando o corpo feminino em seda pura, deixa o resto a cargo da criatividade das formas femininas.
Os dois trabalham com tesão. Cada um do seu jeito. Roupas coladas no corpo, minissaias futuristas, muito couro e tecidos leves sobre os seios nus. Enfim, tudo aquilo que abala meu pobre coração fetichista.
Mas isso são as roupas. E as modelos? O que fazer com as topmodels?
Verdadeiras musas deslizando pelas passarelas da futilidade. Bocas carmim, pernas longas cobertas por meias de seda, corpos esquios e, na maioria das vezes, uma cabecinha desse tamanho aqui.
São incapazes de articular mais que quatro palavras e, quando conseguem, só sai bobagens.
É um belo oco.

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