Somos assim
20 novembro 2010
21 outubro 2010
Fazenda
Água de beberBica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
E a meninada respirava o vento
Até vir a noite e os velhos falavam coisas dessa vida
Eu era criança, hoje é você, e no amanhã,
Nós
Água de beber
Bica no quintal, sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
Tinha sabiá, tinha laranjeira, tinha manga rosa
Tinha o sol da manhã
E na despedida,
tios na varanda, jipe na estrada
E o coração lá
28 setembro 2010
24 setembro 2010
Angola
É mato!
Capoeira brasileira meu compadre
É de matar!
Berimbau tá chamando
olha a roda formando
vá se benzendo para entrar
o toque é de Angola
São Bento pequeno, Cavalaria, Iúna
A mandinga do jogo
o molejo da esquiva
é pra não cochilar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar!
Capoeira pra estrangeiro meu irmão
É mato!
Capoeira brasileira meu compadre
É de matar!
Olha o Rabo de Arraia
olha ai a Ponteira
e a Meia-lua pra matar
o Mortal e o Aú
o Macaco e a Rasteira
e o Arrastão pra derrubar
Galopante faceiro
vai se preparando para voar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar
Capoeira é ligeira, ela é brasileira, ela é de matar!
Capoeira pra estrangeiro meu irmão
É mato!
Capoeira brasileira meu compadre
É de matar!
Maculelê sou EU
Bom dia pra quem é de bom dia
A bênção meu papai a bênção
Maculelê é o rei da valentia
Tindolelê auê Cauiza
Tindolelê é sangue real
Meu pai é filho eu sou neto de aruanda
Tindolelê auê Cauiza
Cauiza de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
Maculelê de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
E o atabaque de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
E o agogô de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
E o meu Mestre de onde é que veio
Eu vim de angola ê!
10 setembro 2010
20 junho 2010
Sobre a Morte
O homem, sendo perecível, não se julga perecível. Não sei se me entendem. O homem acredita na morte, mas não na "própria morte" (na minha infância, eu não acreditava nem na morte dos outros). Todavia, há situações vitais que não admitem dúvida, nem sofisma. E o homem "sabe", de repente, sabe que "vai morrer".
Está diante da própria morte. Não de outra qualquer, mas da "sua". Há os que perguntam: "Doutor, quanto tempo tenho de vida?" E o médico: - "Um mês, ou dois, ou três.".
O tempo é o de menos. Sejam três meses, ou um ano, ou sessenta anos. O insuportável é que o homem fica sabendo a data, quase o dia, quase a hora, quase o minuto da sua morte.
Houve um que disse ao médico: "- Eu não tenho três meses de vida."
O médico não entende ou só entendeu quando o viu puxar o revólver. O clínico imagina: - "Vai me matar.". Mas o doente virava a arma contra si mesmo. Já que não era a vítima, o clínico passou a outro problema. Pedia: - "AQUI NÃO! AQUI NÃO!"
Mas o cliente introduziu o cano na boca e puxa o gatilho. Assim devolveu os três meses que lhe dera o médico.
Está diante da própria morte. Não de outra qualquer, mas da "sua". Há os que perguntam: "Doutor, quanto tempo tenho de vida?" E o médico: - "Um mês, ou dois, ou três.".
O tempo é o de menos. Sejam três meses, ou um ano, ou sessenta anos. O insuportável é que o homem fica sabendo a data, quase o dia, quase a hora, quase o minuto da sua morte.
Houve um que disse ao médico: "- Eu não tenho três meses de vida."
O médico não entende ou só entendeu quando o viu puxar o revólver. O clínico imagina: - "Vai me matar.". Mas o doente virava a arma contra si mesmo. Já que não era a vítima, o clínico passou a outro problema. Pedia: - "AQUI NÃO! AQUI NÃO!"
Mas o cliente introduziu o cano na boca e puxa o gatilho. Assim devolveu os três meses que lhe dera o médico.
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